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Monumento 3: Paris-Roubaix

A Rainha das Clássicas, Inferno do Norte ou outros tantos apelidos.


Conheça o mais famoso dos Monumentos do ciclismo

“A rainha das clássicas”
“Inferno do Norte”
“Um domingo no inferno”
“Uma prova horrível de correr, mas a mais linda de vencer”
“Um sabor de paraíso no inferno”

São muitos os apelidos e frases que definem a Paris-Roubaix. É uma das corridas mais difíceis e famosas do mundo e entre os 5 monumentos do ciclismo é também a mais dramática e desejada entre os ciclistas profissionais. Colocar o nome naquele típico troféu de paralelepípedo é um sonho e certamente muda o status da carreira de qualquer um.

História

Uma das mais antigas corridas de ciclismo do mundo, a Paris-Roubaix acontece no norte da França desde 1896. No começo, o percurso de 280km ligava essas duas cidades, mas desde os anos 60, o pelotão não larga mais de Paris. As últimas edições têm começado no castelo de Compiègne, a 90km da cidade luz. O trajeto segue na direção Norte até Roubaix, muito próximo da fronteira com a Bélgica.

Percurso

São 257km com 29 trechos de pavés, que somam 55km. De longe, o maior trecho fora do asfalto nas clássicas: mais de 20% do total! Esse percurso não tem subidas como as de outras clássicas, mas a velocidade é muito alta, então o corpo sofre muito mais com as pancadas em cada pedra. A edição mais rápida até hoje foi em 2017, com mais de 45km/h!

Justamente em função da irregularidade do pavimento, os furos de pneu são muito frequentes. Mesmo quem ganha a prova pode ter que trocar de roda mais de uma vez. O que pode ser decisivo é o momento em que o furo acontece porque nem sempre os carros de apoio podem ficar perto do grupo líder. Então, não basta ser forte e habilidoso, uma dose de sorte também ajuda.

A chegada é no velódromo de Roubaix, normalmente com uma fuga solitária ou um grupo pequeno de atletas, que ainda precisam dar duas voltas na pista pra ouvir o sino anunciando a última volta.

Estratégia

A cada setor de pavés, o pelotão vai se quebrando e selecionando os ciclistas que aguentam o ritmo forte e o esforço de amortecer no braço as pancadas do piso.

Apesar da altimetria praticamente plana, geralmente os velocistas ficam de fora da disputa porque não conseguem se manter no grupo da frente até o fim. É muito comum um ataque solo ser bem sucedido e, quando tem sprint no velódromo, acontece entre os poucos guerreiros que conseguiram se manter na liderança.

O objetivo é se manter no grupo da frente, atento a defender qualquer tentativa de ataque. O que propicia mais fugas é que nem sempre o vácuo é a melhor posição porque os buracos e os tombos podem mudar tudo. Às vezes, é melhor se preocupar em escolher a linha certa da estrada, pra poupar energia e se desgastar menos. É muito comum ver um zig-zag de ciclistas na estrada, tentando encontrar um trecho mais liso de estrada.

As bikes também são uma preocupação especial: pra diminuir o risco de furo e aliviar o sofrimento do ciclista, algumas são específicas pra essa corrida, até com suspensão. Ou ao menos têm pneus maiores e fitas de guidão mais grossas.

Maiores vencedores

Só dois atletas venceram 4 vezes essa corrida: Roger De Vlaeminck e o recém aposentado Tom Boonen. Entre os que vão correr em 2018, só quatro ciclistas já ganharam: Greg Van Avermaet (2017), Niki Terpstra (2014), Mathew Hayman (2016) e John Degenkolb (2015).

Favoritos

Os favoritos são muitos porque a estratégia aqui é sobreviver e muita gente pode ter problema no caminho, mas se você apostar num belga, já tem uns 50% de chance de acertar. Os belgas venceram 57 edições até 2017, o que dá quase metade das corridas.

Novamente, estão lá: Greg Van Avermaet, Niki Terpstra, Peter Sagan, Philippe Gilbert, Sep Vanmarcke, Zdenek Stybar. E os destaques entre os jovens: Wout Van Aert, Tiesj Benoot e Mads Pedersen.

Curiosidades

Em 2006, um trem dividiu o pelotão líder e acabou com a corrida de alguns dos favoritos, como o Tom Boonen, mas a organização desclassificou alguns atletas que cruzaram a linha de ferro com a cancela já abaixada. Um deles chegou a falar: “Na bélgica teriam parado o trem”.
Em 2015, aconteceu novamente, mas não houve punição porque a corrida foi neutralizada e o pelotão se reagrupou.

A primeira corrida largou em Paris, teve 280km e foi vencida pelo alemão Josef Fischer. A única outra vitória de um alemão foi em 2015, com o John Degenkolb, uma vitória rara de um velocista nessa corrida.

O italiano Maurice Garin chegou em terceiro lugar na primeira edição da Paris-Roubaix e venceu as duas seguintes. Esse foi o cara que, em 1903, ganhou o primeiro Tour de France da história.