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Monumento 4: Liège-Bastogne-Liège

Entre as clássicas das Ardenas, Liège-Bastogne-Liège é mais um dos 5 monumentos do ciclismo, além de ser a mais antiga das Clássicas.


Acabada a temporada das clássicas de paralelepípedos, começam as clássicas das paredes. Entre elas, a Liège-Bastogne-Liège é mais um dos 5 monumentos do ciclismo.

Depois de tanta buraqueira nas clássicas “cobbled”, agora é a vez das clássicas das Ardenas. Elas levam o nome da região montanhosa onde acontecem, entre Luxemburgo, Bélgica e Holanda.

História

A Liège-Bastogne-Liège é a mais antiga das clássicas do ciclismo, com mais de 120 anos de existência. Conhecida como “La Doyenne”, essa “senhora”, acontece desde 1892.

Apesar de ter começado muito antes das outras corridas, depois de 5 edições essa prova teve uma pausa e só voltou a ocorrer em 1911. Depois, como todas as outras provas, parou durante as duas guerras mundiais.

As três primeiras edições foram vencidas pelo belga Leon Houa. No ano de estreia, ele terminou em 10h 48min. Parece muito, né? Mas tenta fazer 250km a uma média acima dos 23km/h! Aí só vai faltar lembrar que na época o percurso não era asfaltado, as bikes não tinham marcha e pesavam mais de 30kg. Fácil, né?

Percurso

A característica principal dessa corrida é a quantidade enorme de subidas fortes e curtas em 261km que vão desmontando o pelotão em vários pedaços até sobrar somente os favoritos à vitória.

São muitas possibilidades de ataque ao longo do percurso, mas o ponto decisivo pra quem estiver liderando é o Côte de St. Nicolas, com 1.200m de extensão e 9% de inclinação média, terminando a apenas 6km da chegada.

Essa é uma prova para os “puncheurs”, aqueles ciclistas que conseguem impor um ritmo forte em subidas curtas e ainda se manter no pelotão da frente nos trechos planos.

Escaladores também podem se dar bem se conseguirem abrir vantagem nas subidas mais longas, mas são poucas as chances. Já os velocistas nem precisam se dar o trabalho de tentar. Eles certamente vão ficar pelo caminho.

Maiores vencedores

O canibal, Eddy Merckx, venceu 5 vezes essa prova e é o maior de todos, pra variar. O espanhol Alejandro Valverde, ainda em atividade, venceu 4 vezes, empatado com as vitórias do italiano Moreno Argentin nos anos 80.

Curiosidades

Como a maioria das corridas com mais de 100 anos, a Liège-Bastogne-Liège foi organizada pelo jornal local e, como o idioma falado no sul da Bélgica é o francês, fizeram questão de manter a prova nessa região, mas até hoje, apenas 5 franceses ganharam a corrida, enquanto os belgas já venceram 59 vezes.

A prova largava inicialmente em Spa. O ponto de retorno sempre foi na estação de trem de Bastogne porque servia de abrigo para os fiscais da prova. Na primeira edição, metade do pelotão desistiu nesse ponto e já voltou de trem pra largada. Só 17 dos 33 ciclistas completaram o percurso nesse primeiro ano.

A categoria feminina só foi instituída em 2017, com praticamente metade da distância da prova masculina. A vencedora da primeira edição foi a holandesa Anna Van der Breggen.