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Monumento 2: Tour des Flandres

O segundo monumento do calendário


Conheça a corrida mais emblemática dos campos de Flandres

A verdade é que várias provas acontecem nos CAMPOS DE FLANDRES nessa época. A própria E3 Harelbeke compartilha boa parte do percurso e, por ser mais curta, chega a ser apelidada de mini-Ronde. Mas o Ronde van Vlaanderen, nome original em holandês do Tour des Flandres, é a prova mais famosa e que, por isso, leva o nome da região.

Mas por que tem um nome holandês se acontece na Bélgica? Porque a região Norte da Bélgica faz fronteira e fica sob influência da Holanda, enquanto o Sul fala francês. Inclusive, já houve intenção separatista. O site oficial da prova é escrito em holandês e usa as cores da bandeira do leão negro com fundo amarelo, sempre presente no percurso.

História

Foram nos Flandres algumas das batalhas decisivas da Primeira Guerra Mundial, um pouco depois do começo dessa corrida, que acontece desde 1913. A região virou uma espécie de memorial de guerra. Talvez por isso, essas provas sejam tão valorizadas por lá.

Percurso

E ela é uma batalha, realmente. São DEZOITO trechos de escaladas curtas de paralelepípedos. Algumas, como o famoso Koppenberg, chegam a 22% de inclinação! Claro, as piores são na parte final dos 266km da corrida e, pra completar, o pelotão passa por algumas delas duas ou até três vezes. Não é difícil ver escaladores de alto nível descendo da bike pra empurrar, especialmente se estiver chovendo.

Estratégia

Como uma das mais típicas clássicas sobre os pavés, habilidade é um ponto importante, mas o passo forte e a potência pra suportar o sobe e desce das escaladas curtas sem sobrar do pelotão é o grande diferencial. Essa é uma prova que não dá chance pra nenhum velocista porque eles não conseguem se manter no grupo da frente depois de tanta subida.

Maiores vencedores

São seis nomes entre os que venceram três vezes essa prova e, claro, entre eles estão Fabian Cancellara e Tom Boonen, a dupla que sempre aparece em destaque quando se fala de clássicas. Infelizmente, os dois já se aposentaram.

Favoritos

Na geração em atividade, como em qualquer das Clássicas, lá estão Greg Van Avermaet, Peter Sagan, Philippe Gilbert e Niki Terpstra. Quando não ganham, estão sempre entre os três primeiros.

Lembra do tombo do Sagan por causa da blusa pendurada na grade? Foi exatamente nessa prova, em 2017. E quem caiu junto com ele foi o Greg Van Avermaet, mas o belga levantou e ainda chegou em SEGUNDO com mais de 40km/h de média! Esse é o tipo de ciclista que se dá bem nessa prova.